quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Fogo


Aproxima-te
Deixa-me tocar-te
Deixa-me sentir-te
Debaixo dos meus dedos
Debaixo dos meus lábios

Toca-me!
Sente-me como eu te sinto
Deseja-me como te desejo
Mostra-me a tua cumplicidade
Deixa-me arder no teu Inferno

Já sinto as chamas
Nas quais me entrego
Nas quais eu sei
Irei arder
Não vendo sentido neste mundo
Prefiro a tua queimadura

Leva-me a alma
Leva-me o ser
Consome-o no teu corpo
Para teu belo prazer

Leva-me deste sentido
Desta realidade
Meu adorado amor perdido

Lost Poet

sábado, 31 de julho de 2010

Medo


Caminho sob gelo fino
Percurso que temo percorrer
Com medo de cair
Com medo de não voltar.

Temo o que sinto
Aquilo que não consigo ver.
Compreendo sem perceber,
Aquilo que me falta,
Aquilo pelo qual anseio,
Que quase morro por obter
Por sentir,
Por nunca mais o perder

Sem coragem o desafio
Sem determinação o combato
Sem esperança de sobreviver
Meu tão adorado amor perdido


Lost Poet

sábado, 26 de junho de 2010

Ilusão


Fala-me de um sonho
Fala-me de uma ilusão
Conta-me sobre os grandes do passado
Aqueles que sentiram sem medo
Que amaram sem recear.
Fala-me de um sonho
Fala-me de uma ilusão
Diz-me o que devo sentir
O que devo exprimir.
Sem receios, sem medos
Fala-me de sonhos
Fala-me de ilusões,
De sentimentos evasivos
De emoções dissuasoras,
De temores que se concretizam
De tristezas que nunca deixaram de existir.
Fala-me disso tudo
Fala-me de tudo isso,
Do que acreditas ser verdade
Do que acreditas ser falso,
Fala-me de tudo isso
Fala-me disso tudo
Direi-te que mentes
Direi-te que me enganas.
Mas enganas-me de boa vontade
De boa intenção.

E enganado eu serei
Por uma ilusão de algo que acreditei!

Lost Poet

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Anjo

Fui anjo sem o saber
Fui sonho sem o querer
Era por ti assim descrito
E por ti assim fui adorado
Amei-te porque precisavas de o ser
Segurei a tua esperança porque dela carecias
Dei a minha mão, abri o meu peito
Dilacerei o meu corpo e a minha alma te cedi
Apenas por uns momentos
Apenas porque precisavas

Foi erro meu julgar que te queria
Julgar que te merecia
Mas a tua mercê já a outro pertencia
E a mim nada teu haveria de ser meu

Fui o teu anjo
Assim me chamas-te
Tomei-te em minhas asas e afastei-te da tristeza
Nem que fosse por momentos!
Fui o teu sonho
Assim me descreves-te
Apaziguei as tuas noites
Adormecido por uma espécie de tristeza
Mas a noite viria a cessar
E o sonho a terminar
O dia despertou!
Com subtil voou eu me afastei
Dispersei-me nas brumas da ilusão
Para abrir-te o caminho à realidade
Embora com dor o tenha feito
Embora contra vontade minha
Porém assim tinha de ser

Amor teu, amor que nunca senti
Mas que tive a sorte de conhecer
És dádiva a quem te merece
Dádiva essa que não me pertencia
Espero não mais ser-te útil
Porque se assim for, será por má razão
Espero não voltar a ser o anjo que deixas-te partir
Espero que não precises de mais sonho algum
Assim poderei ter a certeza que as tuas noites são calmas
Isentas de dor

Mas se por indelicadeza do destino
Alguma vez voltares a precisar,
De asas eu me vestirei
E sabes que não te negarei
Um sonho, uma miragem
Mesmo que seja por momentos
Serás também o meu sonho.

Lost Poet

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Ser completo

Em estado latente eu me encontro
Espero pela gota de água que me faça germinar
Mas a terra é árida e o céu é limpo
Não vejo oásis, não vejo sustento

Porque fui eu cair neste deserto de emoções?
Onde ninguém sente o que diz
Nem diz o que sente
Porque fui eu voar pelo vento para aqui aterrar?
Onde não te conheço
Nem tu a mim

Observo os esforços fúteis
Não passam de raízes definhadas
De folhas amarelecidas
Inúteis para respirar

Porque espero eu?
Não sou como o que me rodeia
Não preciso de água para germinar
Não preciso de ti e já te esqueci
Porque espero eu?
Agora que nada me impede
Agora que tudo me favorece
Irei germinar, e sem medo direi o que sinto
E sem sentir direi o que penso
Não há razão para esperar

Lost Poet

sábado, 3 de abril de 2010

From Me to Myself

They won’t care for your past
They won’t care for your history
They only want your smile.
Truth? They won’t seek it
Lie! They don’t care!
You hide your unhappiness
They won’t care
Just as long as you smile!
Walking through glass floor
They will only see you fall
But still, they won’t care!
Hide the pain you feel
They don’t want to see it
All what they want
Is your smile!
So smile silly one
Be sure it covers your face and shines
Because is that all what they will see
No tears, no scars, no shame
They will only see your smile
Because tears, they are full of them
Pain? They can’t bear any more of it
Shame! They overwhelm with it
So just smile child
See the happiness that isn’t there
See the pretence joy
That they wish so much to feel!
If all of that, is what you want
Then smile
Smile

Lost Poet

quinta-feira, 18 de março de 2010

Found refuge in the music
And in the music I found home

segunda-feira, 15 de março de 2010

Solidão

Solidão, tu que não me deixas
Não fujas agora,
Tens medo?
De mim?!
Não receies,
Agora que me tocas-te aceita o meu abraço
Vá, dá-me a tua mão
Caminha ao meu lado
Como sempre foi tenção tua de o fazer
Agora que te aceito é que te vais embora!
Mas não, não te deixarei ir
Agora fazes parte de mim
Eu sou o que sempre quises-te que eu fosse
Não me vais deixar maldita solidão
Isso eu não permito
Agora que aqui estás
Agora que aqui te apresentas
Ficarás.
Vá abraça-me, relutante mas abraça-me.
Não fui eu que assim o quis.

Lost Poet

sábado, 13 de março de 2010

Declinio

Fecho-me nas trevas do meu ser
Arquejo de dor
Enquanto me esvaio em sangue
Desejo que pare
Mas não me obedece
...
A escrita abandona-me. Até ela me deixa.

Dead Poet

Perda

Sentei-me ao sol por uns momentos
Logo as nuvens o encobriram

A névoa adensa-se
E a tua voz perde-se

O frio aperta
E a roupa não aquece

Caio no solo húmido
E escondo o meu rosto molhado

O frio aperta
O meu sangue gela

Não me sinto ou não me quero sentir

Dói relembrar-te
Porque te foste
Breve esperança?

Lost Poet

Queda

Fecho os olhos à medida que adormeço
O silêncio abate-se sobre mim
Não tenho vontade de me mover
A escuridão abraça-me
Enquanto eu vou caindo
Um gélido abraço no meu corpo frio
Fecho os olhos e relembro-te
Sinto a solidão que me preenche
O vazio que tu deixas-te
O meu corpo transforma-se em pedra
À medida que deixo de o sentir
Tudo escurece à minha volta
Tudo se silencia
Não há nada mais aqui
A não ser eu.

Lost Poet

sexta-feira, 12 de março de 2010

Porque

Porque?
Porque?
Porque dói assim tanto?
Sem ninguém a quem atribuir culpa
Porque sofro?
Porque dói?
Porque?
Reconheço esta dor, mas porque?
Porque dói assim tanto?
Peço, dilacerem-me o peito e retirem-me o coração!
Por favor!!!
Custa aguentar, custa-me erguer
Agarro-me ao peito sem saber porque tem que doer
Leva-me daqui para fora
Mantém-me longe deste local.
Porque aqui tudo me dói
Mas porque?
Porque?
porque?

quinta-feira, 11 de março de 2010

Bruma


Ouço a tua voz.
Onde estás tu?
Ouço o leve murmúrio
Perdido nesta bruma
Neste nevoeiro que me encobre

Não há modo do sol brilhar?
Questiono o meu ser
Enquanto ouço a tua voz.
Entendo o que dizes
Como se ao meu lado estivesses
Porém não te vejo
Onde estás?

Quero sentir-te aqui
Ao meu lado
Poder ver os lábios que por magia
Proferem estas palavras
Ve-los moverem-se, ganhando vida
Quero-te ao meu lado.
Será o meu desejo suficiente?
Suficiente para fazer o sol brilhar
E levantar esta bruma?
Bruma que me encobre
Bruma que te esconde
Onde estás?

Lost Poet

Agridoce

Hoje pensei em ti
Mas não to direi
Silenciarei esta voz
Que vocifera dentro de mim
E sem nada dizer, di-lo-ei na mesma

Palavras que ganham tão importância
Palavras que queimam no meu peito
Que me desintegram o ser.
Correm nas minhas veias como veneno
Mortificam o meu corpo e sem nada eu fazer
Me entrego.

Deito-me agora a pensar em ti
Porém não to direi
Adormece-me uma dor estranha
A tua bondade dói-me
Saber que existes alegra-me
E no entanto entristece-me

És o meu ópio
O meu vicio ao entardecer

Lost Poet